Seja o patrocinador da revista Área 71

27/09/2009

Em abril de 2009, vários artistas de quadrinhos baianos começaram a se reunir com o objetivo de publicar histórias em quadrinhos. Em pouco tempo reuniram histórias para montar uma revista mix, ou seja, com conteúdo diversificado. Assim, poderiam atingir um público maior e incluir diversas expressões artísticas de autores diferentes, novatos ou já veteranos. Dessa maneira, nasceu a revista Área 71, que está pronta e só precisa do seu apoio para ir para o papel!

Objetivos da publicação

- Divulgar a produção recente de 13 artistas baianos e preparar terreno para novas publicações e artistas gráficos da Bahia.

- Formar público leitor de histórias em quadrinhos.

- Inserir os autores baianos no cada vez mais crescente mercado de quadrinhos independentes, representado principalmente pelo coletivo nacional de quadrinhistas, o Quarto Mundo, ao qual a Área 71 estará vinculado.

- Dar visibilidade aos profissionais da nona arte, de modo a constituir um campo sólido de trabalho que possibilitará novas iniciativas, relacionadas não só à ficção, mas à publicidade, educação, dentre outras áreas.

- Distribuição da revista em bancas de Salvador e de outras regiões do país através do sistema de distribuição do Quarto Mundo.

Público-alvo da publicação

- Jovens dos 16 aos 29 anos e adultos em geral.

Características da publicação

- 36 páginas, sendo 4 páginas coloridas para capa e contracapa. Capa em papel couché e miolo em papel off-set 75 g/m²

- Tiragem inicial: 500 exemplares

- Nove histórias fechadas, que variam de 1 a 5 páginas.

Resumo das histórias

1 – Instintos Cruzados (Valmar Oliveira e Haeckel Almeida)

Existe utilidade para um policial comum em um mundo povoado por seres sobrenaturais?

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2 – Queima de Arquivo (V.B. Felipe e Rodrigo Vinicius)

Contratado por um criminoso que foi preso injustamente, Romero parte atrás de um assassino da classe trabalhadora que ele mais respeita: a das prostitutas.

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3 – Eulália (Hector Salas e Ricardo Cidade)

Às vezes uma simples noite de sono pode se tornar num pesadelo infernal… e cômico!

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4 – Vingança – A Nova Lei (Fabrício Campos)

Quando os noticiários de violência não cessam de preencher a maior parte dos telejornais, alguém precisa ir à rua conter o que a Lei não consegue.

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5 – Patrícia Carla em: os 300 Espertos (André Leal)

Uma simples maratona pode se transformar numa batalha de espertanos se uma das corredores for a estonteante Patrícia Carla.

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6 – O chamado do dever (Ulisses Almeida)

Você é um jovem cheio de vida, descobrindo novas sensações e enfrentando responsabilidades da vida adulta quando, repentinamente, estoura uma guerra que leva seus sonhos embora.

7 – Astro (Hector Salas)

Vida inteligente fora da Terra?

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8 – Uma História de muitas cidades? (André Leal e Marcelo Lima)

Se as cidades modernas possuem gêneses conhecidas, impresíveis são as possibilidades para suas eclosões.

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9 – Turma do Xaxado (Cedraz)

O bom-humor da famosa tira Turma do Xaxado.

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Cotas de publicidade:

- Estamos vendendo três espaços de publicidade numa página colorida (terceira capa) por R$300,00 cada e mais três espaços em preto-e-branco nas páginas internas, por R$200,00.


Uma História de Muitas Cidades vence dois prêmios na 10ª Feira HQ

22/09/2009

A história em quadrinhos “Uma História de muitas cidades”, roteirizada por mim e desenhada por André Leal, venceu dois prêmios da 10ª Feira HQ,que aconteceu semana passada em Teresina, promovida pelo Núcleo de Quadrinhos do Piauí.

A Feira HQ do Piauí é um evento patrocinado pelo Banco do Nordeste, que conta com workshops, mesas e concursos de HQs, que são disputados por autores de todo Brasil.

A lista com todas as HQs e trabalhos premiados podem ser vistas no link: http://nucleodequadrinhospi.blogspot.com/2009/09/premiados-na-10-feira-hq.html

O link para minha HQ com o Leal  segue abaixo:
http://issuu.com/roteirizandohq/docs/muitascidades

A HQ foi pensada inicialmente para ter duas páginas e assim fizemos a primeira versão dela, que você acabou de ler. Essa história foi a enviada para a Feira HQ. Recentemente, no entanto, demos início a uma terceira página, que na verdade será a página de abertura, para que nossa narrativa fosse incluída na antologia Inkshot de autores brasileiros, para a qual fomos convidados a participar por Hector Lima. A Inkshot será publicada no mercado estadunidense, e tão logo a terceira página esteja pronta, nós divulgaremos aqui.


Tarde em Quadrinhos com Aleco e Betonnasi

20/09/2009

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Tarde em Quadrinhos

Acontece na sexta-feira, dia 25 de setembro, das 14 às 18 horas, uma conferência sobre Quadrinhos, Mangá e Humor Gráfico com Aleco e André Betonnasi. Aleco é formado em Desenho e Plástica (licenciatura) pela Escola de Belas Artes da UFBA, já foi selecionado em diversos salões de humor no país e no exterior e ilustrou vários periódicos como o Jornal Tribuna da Bahia, os jornais laboratórios da Facom-UFBA e da FIB e a Revista Lupa. Já Betonnasi é doutorando em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA, membro pesquisador do GRAFO – Grupo de Análise em Fotografia, tem experiência de pesquisa em histórias em quadrinhos, narrativas visuais (fotografia e quadrinhos), texto/imagem, mangá, tipicidade do herói e mito.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail tardeemquadrinhos@gmail.com (enviando nome completo, RG e curso) ou presencialmente, no caso de sobra de vagas.

O evento será dividido em dois momentos, um primeiro com Aleco sobre Humor Gráfico, especialmente em periódicos, e um segundo com André Betonnasi sobre Mangá, tema de seu doutoramento. Ao final, haverá ainda espaço para perguntas.

Trata-se, também, de um aperitivo pré-lançamento do número 7 da Revista Fraude, que mais uma vez trará uma história em quadrinhos na editoria Imaginando. Tanto a Fraude quanto o Tarde em Quadrinhos são trazidos a você pelo grupo PET da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (PETCOM-UFBA).

O quê: Conferência sobre Quadrinhos e Humor Gráfico

Quando: 25/09 (sexta-feira), das 14 às 18h.

Onde: Auditório da Facom – UFBA

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Tarde em Quadrinhos

Acontece na sexta-feira, dia 25 de setembro, das 14 às 18 horas, uma conferência sobre Quadrinhos, Mangá e Humor Gráfico com Aleco e André Betonnasi. Aleco é formado em Desenho e Plástica (licenciatura) pela Escola de Belas Artes da UFBA, já foi selecionado em diversos salões de humor no país e no exterior e ilustrou vários periódicos como o Jornal Tribuna da Bahia, os jornais laboratórios da Facom-UFBA e da FIB e a Revista Lupa. Já Betonnasi é doutorando em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA, membro pesquisador do GRAFO – Grupo de Análise em Fotografia, tem experiência de pesquisa em histórias em quadrinhos, narrativas visuais (fotografia e quadrinhos), texto/imagem, mangá, tipicidade do herói e mito.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail tardeemquadrinhos@gmail.com (enviando nome completo, RG e curso) ou presencialmente, no caso de sobra de vagas.

O evento será dividido em dois momentos, um primeiro com Aleco sobre Humor Gráfico, especialmente em periódicos, e um segundo com André Betonnasi sobre Mangá, tema de seu doutoramento. Ao final, haverá ainda espaço para perguntas.

Trata-se, também, de um aperitivo pré-lançamento do número 7 da Revista Fraude, que mais uma vez trará uma história em quadrinhos na editoria Imaginando. Tanto a Fraude quanto o Tarde em Quadrinhos são trazidos a você pelo grupo PET da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (PETCOM-UFBA).

O quê: Conferência sobre Quadrinhos e Humor Gráfico

Quando: 25/09 (sexta-feira), das 14 às 18h.

Onde: Auditório da Facom – UFBA


O Roteirizando HQ está de volta!

18/09/2009

Estou retornando às postagens do blog a partir de hoje. Passei algum tempo produzindo material referente a HQs (tanto roteiros, quanto pesquisa acadêmica e coordenação de eventos), discutindo com profissionais da área (nem sempre de maneira pacífica) e me reunindo com o pessoal da HQ Independente Bahia. Estou cheio de novidades para ir postando por aqui.

A partir de domingo volto a colocar as críticas a HQs, dessa vez incluindo produções baianas. As críticas da Turma da Mônica Jovem serão disponibilizadas numa página diferente, pois não darei prosseguimento a elas. Também postarei os artigos acadêmicos produzidos nesse ínterim: um sobre a personagem Wanda, do Sandman, e outro sobre Katchoo e Francine, de Estranhos no Paraíso.

Bem, por fim, trago uma boa notícia.

Lá pelos primeiros posts desse blog eu profetizei um 2009 como o ano dos quadrinhos para mim. Foi um auspício certeiro. Uma das principais ideias surgidas em janeiro, a saber a HQ do vampiro Kuei, logo se converterá em álbum impresso para bancas e livrarias. A partir de domingo, trarei mais detalhes acerca desse assunto.

Abraços a todos os leitores deste blog.


Curso de desenho de mangá em Salvador

22/07/2009

PanfletoDiasOK

Aulas ministradas pelo meu amigo e parceiro de quadrinhos Joe Santos. O cara manja muito, veja desenhos dele aqui e aqui. Estarei lá participando!


Segundo número da HQ online Ponto Zero já está disponível

07/07/2009

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A minisérie SEIS 6 conta a história do detetive Miguel Matoso que após passar por uma experiência de quase morte começa a investigar um misterioso caso de mortes gravadas em fitas de vídeo. Um thriller noir em seis números com roteiro de Bruno Bispo e desenhos de Victor Freundt.

No site www.arquivosbaldo.wordpress.com você encontra opções de download da hq em formato [.cbr] para o programa de leitura de hq cdisplay e em formato [.pdf] para leitura em aparelhos portáteis, além da hq online no site issuu.

Leitura online seis 01 http://issuu.com/pontozero/docs/seis01
Leitura online seis 02 http://issuu.com/pontozero/docs/seis02

No blog da revista é possível baixar extras, como wallpapers e uma edição exclusiva com esboços e páginas excluídas do primeiro número.

Webcomic nacional de suspense, Ponto Zero sairá todo dia 06 de cada mês. No blog são publicados posts ligados à história de seis em seis dias. Acompanhem!


Che – Os últimos dias de um herói mostra um mito sem tempo

20/06/2009

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Che é um mito sem tempo. Embora historicamente situado – anos 60 – a figura do guerrilheiro se incorpora no cotidiano de militantes, políticos e posers do século XXI. No cinema e nos quadrinhos surgiram duas boas oportunidades de consumo da personagem: os filmes estrelados por Benicio Del Toro e a história em quadrinhos Che – Os últimos dias de um herói (Editora Conrad), do roteirista Héctor Oesterheld juntamente com os desenhistas Alberto e Enrique Breccia.

A perspectiva do quadrinho é fazer, como o título deixa claro, um retrato mítico do guerrilheiro. Acompanhando alguns trechos de sua vida na infância e nas guerras, mostras de sensibilidade e coragem fora do comum são articuladas por um texto poético e arte que mistura fotografias e colagens de ilustrações.

O livro é dividido em sete capítulos: Bolívia, Ernestito, O Porco, O Che, Sierra Maestra, Yuro e La Higuera.

Bolívia introduz aspectos poéticos, como o uso econômico de textos e de imagens numa síntese narrativa bastante poderosa e envolvente. Ao contar dos obstáculos enfrentados pela guerrilha que Che iniciou na Bolívia, Oesterheld escreve linhas que tentam falar diretamente à essência emocional dos acontecimentos, como está demonstrado no quadro três da página abaixo. Os Breccia, como Oesterheld, destacam de um fundo branco um quadro de bastante força expressiva.

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Neste capítulo também é notável a alternância de enquadramentos utilizada pelos Breccia. Os artistas recorrem a panorâmicas entremeadas por closes nos guerrilheiros ou nos antagonistas, sempre retratados com uma expressividade exagerada, e também se valem de repetição de uma mesma imagem em diferentes escalas de plano.

Em Ernestito, há um aprofundamento no lirismo dos textos, talvez porque se trata da fase infantil de Che. Neste capítulo, Oesterheld faz um exercício de fluxo de consciência, confundindo as passagens de narrador com os pensamentos de Che. Os recordatórios parecem versos de García Lorca: “A serra é azul e feliz. O brilho da mica, o sangue de verbena na pedra, o vento forte que embriaga. Riacho e rocha, diálogo cristalino”.

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Ainda aqui se percebe uso de fundos brancos. Em contraste com o preto da figura, os fundos brancos garantem a sensação de profundidade de campo.

A narrativa sempre entrecortada com os fatos iniciados no primeiro capítulo sempre deixa à vista que estamos caminhando para a morte do guerrilheiro – isso se estenderá até o final do álbum.

O capítulo O Porco apresenta os momentos e cenas formadores do espírito de Che. Aqui, texto e imagem aparecem numa equivalência de espaço difícil de ver nos quadrinhos. Sem o uso do requadro, o texto e a imagem estão no mesmo espaço e a visibilidade destes dois elementos é disputada. Texto e imagem são tão ricos que se tornam igualmente chamativos. Abaixo uma imagem da página 27, representante da estrutura típica das páginas deste capítulo e a página 31, com uma mudança na escala de plano para o Splash Page.

Página 27
Página 27
Página 31
Página 31

O Che tem uma estrutura bastante similar a do capítulo anterior. Nesta parte do enredo é realizada uma visão panorâmica da América Latina que demonstra as mazelas e como Che atua contra elas. A partir daqui é apresentado mais ferrenhamente a visão de Che enquanto mito. Ele é destemido face às injustiças sociais, mesmo enfraquecido pela asma. Fragilizada, mas sempre poderoso.

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O capítulo mais longo e mais importante, Sierra Maestra, pinta a revolução como campo de batalha onde os defensores de Cuba eram homens valorosos, e dentre eles, Che foi sempre o maior bastião cubano. De simples soldado Che vira comandante e organiza, além das guerrilhas, hospitais, escolas e jornais.

O fluxo de consciência na escrita se torna quase inexistente a partir desse capítulo. O texto sai do campo da formação de personalidade e passa a exaltar Che como uma figura altaneira. O fundo branco é abandonado pelo fundo preto que dá mais densidade às cenas, que envolvem momentos de risco da guerrilha. Muitos quadros trazem os documentos da época, como mapas e cartas, para dar verossimilhança ao momento histórico.

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Em Yuro e La Higuera são mostrados os últimos momentos de Che. A arte utiliza o escuro como elemento predominante nas ilustrações, que se tornam austeras e emblemáticas. Até o último momento Che se mantém firme em suas convicções e escolhe morrer em pé, com a fronte erguida, do que deitado como alguém que desistiu da batalha.  Algumas das melhores ilustrações de rostos estão nesse capítulo, havendo até mesmo experimentação com cartum nas expressões faciais. Os smileys, criados em 1963, são incorporados em expressivas ilustrações de rostos colombianos.

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É sabido que Che - Os últimos dias de um herói foi muito importante de três maneiras: para a Argentina dos anos 60, porque representou uma obra de resistência às ditaduras e em amor à América Latina (o que rendeu o assassinato de Oesterheld e recolhimento dos exemplares); é a primeira história escrita sobre Che (foi lançada três meses após sua morte, em 1968); e devido à vanguarda da simbiose texto/imagem e das técnicas empregadas em cada um deles – estilo que seria reapropriado apenas no meio dos anos 70 pela revista Métal Hurlant.

O aspecto mítico endossado na personagem, principal característica da obra, se torna bem sucedido através do lirismo bem dosado. Essa dimensão mitológica e emocional torna Che – Os últimos dias de um herói uma obra ainda sem igual sobre a vida daquele que é “do povo, efetivamente, e se recuperou entregando-se a ele”, nas palavras do ensaísta Martínez Estrada.

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Che é um mito sem tempo. Embora historicamente situado – anos 60 – a figura do guerrilheiro se incorpora no cotidiano de militantes, políticos e posers do século XXI. No cinema e nos quadrinhos surgiram duas boas oportunidades de consumo da personagem: os filmes estrelados por Benicio Del Toro e a história em quadrinhos Che – Os últimos dias de um herói (Editora Conrad), do roteirista Héctor Oesterheld juntamente com os desenhistas Alberto e Enrique Breccia.

A perspectiva do quadrinho é fazer, como o título deixa claro, um retrato mítico do guerrilheiro. Acompanhando alguns trechos de sua vida na infância e nas guerras, mostras de sensibilidade e coragem fora do comum são articuladas por um texto poético e arte que mistura fotografias e colagens de ilustrações.

O livro é dividido em sete capítulos: Bolívia, Ernestito, O Porco, O Che, Sierra Maestra, Yuro e La Higuera.

Bolívia introduz aspectos poéticos, como o uso econômico de textos e de imagens numa síntese narrativa bastante poderosa e envolvente. Ao contar dos obstáculos enfrentados pela guerrilha que Che iniciou na Bolívia, Oesterheld escreve linhas que tentam falar diretamente à essência emocional dos acontecimentos, como está demonstrado no quadro três da página abaixo. Os Breccia, como Oesterheld, destacam de um fundo branco um quadro de bastante força espiritual.

[Digitalizar0016]

Neste capítulo também é notável a alternância de enquadramentos utilizada pelos Breccia. Os artistas recorrem a panorâmicas entremeadas por closes nos guerrilheiros ou nos antagonistas, sempre retratados com uma expressividade exagerada, e também se valem de repetição de uma mesma imagem em diferentes escalas de plano.

Em Ernestito, há um aprofundamento no lirismo dos textos, talvez porque se trata da fase infantil de Che. Neste capítulo, Oesterheld faz um exercício de fluxo de consciência, confundindo as passagens de narrador com os pensamentos de Che. Os recordatórios parecem versos de García Lorca: “A serra é azul e feliz. O brilho da mica, o sangue de verbena na pedra, o vento forte que embriaga. Riacho e rocha, diálogo cristalino”.

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Ainda aqui se percebe uso de fundos brancos. Em contraste com o preto da figura, os fundos brancos garantem a sensação de profundidade de campo.

A narrativa sempre entrecortada com os fatos iniciados no primeiro capítulo sempre deixa à vista que estamos caminhando para a morte do guerrilheiro – isso se estenderá até o final do álbum.

O capítulo O Porcosplash Page. apresenta os momentos e cenas formadores do espírito de Che. Aqui, texto e imagem aparecem numa equivalência de espaço difícil de ver nos quadrinhos. Sem o uso do requadro, o texto e a imagem estão no mesmo espaço e a visibilidade destes dois elementos é disputada. Texto e imagem são tão ricos que se tornam igualmente chamativos. Abaixo uma imagem da página 27, representante da estrutura típica das páginas deste capítulo e a página 31, com uma mudança na escala de plano para o

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O Che tem uma estrutura bastante similar a do capítulo anterior. Nesta parte do enredo é realizada uma visão panorâmica da América Latina que demonstra as mazelas e como Che atua contra elas. A partir daqui é apresentado mais ferrenhamente a visão de Che enquanto mito. Ele é destemido face às injustiças sociais, mesmo enfraquecido pela asma. Fragilizada, mas sempre poderoso.

[digitalizar0038]

O capítulo mais longo e mais importante, Sierra Maestra, pinta a revolução como campo de batalha onde os defensores de Cuba eram homens valorosos, e dentre eles, Che foi sempre o maior bastião cubano. De simples soldado Che vira comandante e organiza, além das guerrilhas, hospitais, escolas e jornais.

O fluxo de consciência na escrita se torna quase inexistente a partir desse capítulo. O texto sai do campo da formação de personalidade e passa a exaltar Che como uma figura altaneira. O fundo branco é abandonado pelo fundo preto que dá mais densidade às cenas, que envolvem momentos de risco da guerrilha. Muitos quadros trazem os documentos da época, como mapas e cartas, para dar verossimilhança ao momento histórico.

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Em Yuro e La Higuera são mostrados os últimos momentos de Che. A arte utiliza o escuro como elemento predominante nas ilustrações, que se tornam austeras e emblemáticas. Até o último momento Che se mantém firme em suas convicções e escolhe morrer em pé, com a fronte erguida, do que deitado como alguém que desistiu da batalha. Algumas das melhores ilustrações de rostos estão nesse capítulo, havendo até mesmo experimentação com cartum nas expressões faciais. Como se explica, nos anos 60, o uso de ‘smileys’?

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É sabido que Che foi muito importante de três maneiras: para a Argentina dos anos 60, porque representou uma obra de resistência às ditaduras e em amor à América Latina (o que rendeu o assassinato de Oesterheld e recolhimento dos exemplares); é a primeira história escrita sobre Che (foi lançada três meses após sua morte, em 1968); e devido à vanguarda da simbiose texto/imagem e das técnicas empregadas em cada um deles – estilo que seria reapropriado apenas no meio dos anos 70 pela revista Métal Hurlant.

O aspecto mítico endossado na personagem, principal característica da obra, se torna bem sucedido através do lirismo bem dosado. Essa dimensão mitológica e emocional torna Che – Os últimos dias de um herói uma obra ainda sem igual sobre a vida daquele que é “do povo, efetivamente, e se recuperou entregando-se a ele”, nas palavras do ensaísta Martínez Estrada.

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Conheça as revistas do Studio Furia

16/06/2009

Em Feira de Santana, minha cidade natal, Anton Dinarom e seu Studio Fúria têm publicado revistas em quadrinhos sobre fantasia medieval, anjos e demônios e até mesmo histórias locais. O Studio ainda está no começo, mas pode crescer bastante. Compre e apoie.

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Hq Independente Bahia

14/06/2009

No sábado estive no Shopping Iguatemi Salvador para a reunião do grupo HQ Independente Bahia.

O grupo é formado por quadrinhistas iniciantes e experientes, com o objetivo de se apoiarem na publicação, distribuição e divulgação dos seus trabalhos. Uma espécie de Quarto Mundo, mas que operará, por enquanto, apenas na Bahia.

Atualmente, estamos fechando idéias em torno de uma edição independente que sairá, muito provavelmente, em agosto desse ano. Contribuirei com duas hqs, “A grande metamorfose” e “Por onde andam os Super-Modernosos?”, das quais falarei em próximos posts. Por enquanto não posso dar mais detalhes, fiquem com as imagens do encontro.

Sou aquele black power de braços cruzados

Sou aquele black power de braços cruzados

A foto oficial da reunião. Estavam presentes (não está na ordem): Marcos Franco, Valmar Oliveira, Haeckel Almeida , Rodrigo Vinícius, Marcelo Lima, Lucas Pimenta, V.B. Felipe, David Barreto, Fabrício Campos, Jefferson Santos, Ulisses Almeida,

A foto oficial da reunião. Estavam presentes (não está na ordem): Marcos Franco, Valmar Oliveira, Haeckel Almeida , Rodrigo Vinícius, Marcelo Lima, Lucas Pimenta, V.B. Felipe, David Barreto, Fabrício Campos, Jefferson Santos, Ulisses Almeida,

Discussões sérias

Discussões sérias

Pra quem quiser saber mais, cliquem nos links abaixo.

Fórum de debates da HQ Independente Bahia: http://br.groups.yahoo.com/group/hqindependentebahia/

Fotolog do grupo: http://fotolog.terra.com.br/hqindependenteba:1

Nossa comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90049877


Mônica vence enquete sobre quem foi a melhor personagem do arco Brilho de um Pulsar

11/06/2009

Em 16 de abril eu lancei a enquete “Quem é o melhor personagem da Saga Brilho de um Pulsar?”. Encerrei hoje as votações e vocês vêem os resultados abaixo. Não nego que torcia pra Usagi Mimi ¬¬

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